quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Hurt

I've hurt myself today
to see if I still feel.
I focus on the pain,
the only thing that's real.

The needle tears a hole;
the old familiar sting,
try to kill it all away,
but I remember everything.


What have I become,
my sweetest friend?
Everyone I know,
goes away in the end,

and you could have it all:
my empire of dirt,
I will let you down,
I will make you hurt.

I wear this crown of thorns
upon my liar's chair:
full of broken thoughts,
I cannot repair.

Beneath the stains of time,
the feelings dissapear.
You are someone else,
I am still right here.

What have I become,
my sweetest friend?
Everyone I know,
goes away in the end,

and you could have it all:
my empire of dirt.
I will let you down,
I will make you hurt.

If I could start again,
a million miles away,
I would keep myself,
I would find a way.



(Johnny Cash)




Essa música dói, realmente. Um choque de realidade. Faz a gente parar pra pensar na vida...
E eu, na minha onda de decepções, desilusões e pessimismo poderia sentar a mesa com o Johnny para dividir  o silêncio. Não há nada pra dizer. Está tudo suspenso no ar. 
Faz muito tempo eu deixei de falar das minhas tristezas porque eu acho que ninguém realmente quer ouvir o drama do palhaço. Eu não sou de curtir tristeza, nem sou amarga. Estou sempre sorrindo de verdade para as pessoas. Mas tem um canto de mim onde o sol não chega e ultimamente isso tem me incomodado, tirado meu sono, me deixado mais cansada do que o normal...
Um amigo, para quem magicamente eu não tenho que explicar essas coisas, entendeu, e me disse citando Jorge Aragão: quem não perdeu não sabe o sabor de reencontrar dentro de si a vontade de viver.
Um dia isso passa...




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