I've hurt myself today
to see if I still feel.
I focus on the pain,
the only thing that's real.
The needle tears a hole;
the old familiar sting,
try to kill it all away,
but I remember everything.
What have I become,
my sweetest friend?
Everyone I know,
goes away in the end,
and you could have it all:
my empire of dirt,
I will let you down,
I will make you hurt.
I wear this crown of thorns
upon my liar's chair:
full of broken thoughts,
I cannot repair.
Beneath the stains of time,
the feelings dissapear.
You are someone else,
I am still right here.
What have I become,
my sweetest friend?
Everyone I know,
goes away in the end,
and you could have it all:
my empire of dirt.
I will let you down,
I will make you hurt.
If I could start again,
a million miles away,
I would keep myself,
I would find a way.
(Johnny Cash)
"Em vão tento me explicar, os muros são surdos." (Carlos Drummond de Andrade) As vezes eu tenho a necessidade absurda de explicar.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Eu sei, mas não devia.
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
(...)
(...)
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
(...)
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.
Marina Colasanti, in "Eu sei, mas não devia", Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1996, pág. 09.
domingo, 25 de setembro de 2011
Decisão.
"Perdão aos crimes de abuso de poder, tortura e assassinato cometidos por órgãos de segurança, moço? Não quero apertar sua mão não."
sábado, 24 de setembro de 2011
Memórias
"Aquele que não tem memória arranja uma de papel."
(Gabriel García Márquez)
Meus passeios pela rede me levaram à esse blog, que relembra por meio de fotografias os principais fatos que marcaram a última década.
É preciso não esquecer essas pessoas, essas cenas. Nem de seu sofrimento, nem de sua tirania, nem de sua coragem, sua bondade, sua inocência, suas esperanças...
Lembrar é essencial.
http://colunistas.ig.com.br/obutecodanet/2010/10/25/fotos-jornalisticas-que-marcaram-a-ultima-decada/
(Gabriel García Márquez)
Meus passeios pela rede me levaram à esse blog, que relembra por meio de fotografias os principais fatos que marcaram a última década.
É preciso não esquecer essas pessoas, essas cenas. Nem de seu sofrimento, nem de sua tirania, nem de sua coragem, sua bondade, sua inocência, suas esperanças...
Lembrar é essencial.
http://colunistas.ig.com.br/obutecodanet/2010/10/25/fotos-jornalisticas-que-marcaram-a-ultima-decada/
Os novos Jornalistas
"A criação intelectual, o mais misterioso e solitário dos ofícios humanos."
(Gabriel García Marquez)
Da Bienal do Livro desse ano eu trouxe, entre outros livros, O mundo dos jornalistas de Isabel Travancas. Depois de ler Sobre a Televisão de Pierre Bourdieu, eu quis saber mais sobre a realidade da profissão que escolhi.
Bourdieu faz uma análise do campo jornalístico, expondo as relações sociais desse grupo e a fabricação de notícias, como elas influenciam na opinião pública, na economia, etc.Também faz uma crítica voraz às censuras invisíveis que ditam a regra do jogo entre esses profissionais. Minha professora de Sociologia e Antropologia alertou: alguns alunos que leram o trabalho de Bourdieu "desencantaram" da profissão. Não foi o meu caso.
Não que eu discorde de Bourdieu, me parece lógico que exista um novo tipo de censura no Jornalismo de hoje. Mas ainda acredito que ser Jornalista é ser uma testemunha do nosso tempo. E isso, para mim significa muito e sei que também exige muito.
O livro de Isabel Travancas é uma etnografia, descreve detalhadamente o dia a dia dos profissionais principalmente da imprensa escrita, sem deixar de lado os profissionais de rádio e TV. A antropóloga (e jornalista) acompanhou jornalistas mais jovens (com 4 anos de carreira) dos três veículos de comunicação em um dia de trabalho e também entrevistou os eternos jornalistas, como Sérgio Augusto, Janio de Freitas e Zuenir Ventura.
Marquei muitos pontos do livro que eu gostaria de comentar aqui, mas hoje tenho vontade de escrever principalmente sobre os desafios dos novos jornalistas.
Primeiramente, essa profissão está longe de ser cheia do glamour sugerido pelos filmes hollywoodianos, principalmente nos dias de hoje. Um jornalista nunca recebe o que merece pelo seu trabalho (assim como professores!), não é dono do seu tempo, é um escravo da tensão do dia a dia.
Luís Paulo Horta também enfatiza que no início a adaptação é muito difícil:
"Você tem que abrir mão de ser rebelde, e o jornalista é, por definição, um questionador. Na primeira etapa, parece uma camisa de força, porque você é o intérprete da opinião do jornal. E fica com medo de perder o senso crítico. O primeiro ano foi difícil, um desafio. Além disso, é preciso ter um temperamento que abdique da matéria assinada."
"A capacidade de se interessar por tudo é, para Luís Paulo Horta, uma das primeiras qualidades de que um jornalista precisa para ser competente. (...) Estar preso a ideologias e preconceitos é, a seu ver, um ponto negativo para um bom profissional, pois não adianta ter vocação se o preconceito amarrá-lo."
Gosto dessa ideia de ser imparcial ao relatar fatos, mas como disse o jornalista citado acima, é mais difícil do que parece ser crítico e ao mesmo tempo "não tomar partido". Um jornalista não pode ser um militante, já diz Zuenir Ventura. Tenho certeza que esse vai ser um grande desafio para mim...
Um dos entrevistados (no momento, não me qual deles) diz ainda que nossa geração foi formada pela TV e não por livros, e por isso um outro grande desafio é a produção textual. Ele considera que a maior parte dos jovens jornalistas tem dificuldades para escrever, e geralmente escrevem mal. O que também contribui para esse fato é a corrida contra o tempo para produzir a matéria.
Sinceramente, apesar de ler muito, tenho um certo receio quando escrevo uma matéria. Estou apenas no segundo período da faculdade, mas até hoje não aprendi muito sobre redação jornalística. Pra falar a verdade, minhas aulas de Redação I têm sido uma repetição do Ensino médio. E eu estou anciosa para aprender a técnica... Prática leva à perfeição, certo?
Mas apesar de todos esses desafios e problemas devo dizer que começa a nascer em mim a tal paixão pelo Jornalismo. Principalmente pelos jornais... e segundo a antropóloga isso é essencial.
sábado, 3 de setembro de 2011
A rosa, a rosa
"- Os homens de teu planeta cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim... e não encontram o que procuram..."
(Antoine Saint-Exupéry, in O Pequeno Príncipe.)
Canção para não voltar
Não volte pra casa meu amor que aqui é triste
Não volte pro mundo onde você não existe
Não volte mais
Não olhe pra trás
Mas não se esqueça de mim não
Não me lembre que o sol nasce no leste e no oeste morre depois
O que acontece é triste demais
Pra quem não sabe viver pra quem não sabe amar
Não volte pra casa meu amor que a casa é triste
Desde que você partiu aqui nada existe
Então não adianta voltar
Acabou o seu tempo acabou o seu mar acabou seu dia
Acabou, acabou
Não volte pra casa meu amor que aqui é triste
Vá voar com o vento que só lá você existe
Não esqueça que não sei mais nada
Nada de você
Não me espere porque eu não volto logo
Não nade porque eu me afogo
Não voe porque eu caio do ar
Não sei flutuar nas nuvens como você
Você não vai entender
Que eu não sei voar
Eu não sei mais nada
Não volte pro mundo onde você não existe
Não volte mais
Não olhe pra trás
Mas não se esqueça de mim não
Não me lembre que o sol nasce no leste e no oeste morre depois
O que acontece é triste demais
Pra quem não sabe viver pra quem não sabe amar
Não volte pra casa meu amor que a casa é triste
Desde que você partiu aqui nada existe
Então não adianta voltar
Acabou o seu tempo acabou o seu mar acabou seu dia
Acabou, acabou
Não volte pra casa meu amor que aqui é triste
Vá voar com o vento que só lá você existe
Não esqueça que não sei mais nada
Nada de você
Não me espere porque eu não volto logo
Não nade porque eu me afogo
Não voe porque eu caio do ar
Não sei flutuar nas nuvens como você
Você não vai entender
Que eu não sei voar
Eu não sei mais nada
(A banda mais bonita da cidade)
O último ato.
"Agora... Por que é que nenhuma dessas caprichosas me fez esquecer a primeira amada do meu coração? Capitu. Talvez porque nenhuma tinha os olhos de ressaca, nem os de cigana oblíqua e dissimulada." (Bentinho, na última cena de Capitu.)
Eu cansei de ser forte por você enquanto você não é forte por mim...
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